segunda-feira, 4 de outubro de 2010

As hipocrisias dos político-pseudo-intelectuais brasileiros. Caso Tiririca e alternância de poder

Quanto mais conheço os humanos brasileiros político-pseudo-intelectuais, mais admiro as baratas que vivem de forma clandestina na minha casa.

Primeiro: Parabéns ao Tiririca. Deputado Federal eleito limpamente pelo Estado de São Paulo.

Bem, o Tiririca está sendo criticado pela “twittosfera” conservadora por supostamente eleger o Valdemar Costa Neto.

O problema do Tiririca é que é coligado ao PT.

Se o Tiririca fosse coligado ao PSDB, os petistas diriam que o Tiririca elegeu o Fulano de Tal, desprovido de votos ou com alguma macha na carreira.

Ou seja, a questão não é o Tiririca, mas as conseqüências do efeito Tiririca. Dependendo do lado que Tiririca está, ele é bom ou ruim.

Qual o nome disso. Hipocrisia?

Outra é esse papo de alternância de poder.

A Alternância de poder não é algo obrigatório, é facultativo. É um direito do eleitor, não um dever. Se fosse um dever, o PSDB seria proibido de lançar candidato em 2002 e o PT seria proibido de lançar em 2010.

Logo, os papinhos da suposta necessidade de alternância de poder são igualmente hipócritas, pois só prosperam em virtude de estar ou não no poder.

Por fim, muitos que criticam o Tiririca acham corretíssimo que o Brasil, bi-campeão mundial e vice olímpico de vôlei entregasse o jogo contra a Bulgária. Ou seja, a ética é algo fluído. Para os meus amigos, vale tudo, para os meus inimigos, vale nada.

Um abraço do tosco