terça-feira, 7 de setembro de 2010

Violação de sigilo fiscal no dos outros é refresco.

O Brasil precisa decidir qual o caminho seguir: ou realmente respeita os direitos garantidos pela Constituição ou faz que nem o Terra Samba que libera geral.

O que não pode é haver um “ sistema” que transforma violações de sigilo fiscal de certas pessoas como barbárie ou ameaça à democracia e de outras como meios para a “limpeza” do Brasil.

Explica-se: Em 2005, com o escândalo do Mensalão, a verdadeira face de José Dirceu foi exposta, mas o achincalhe foi demais. De uma hora para outra, todos os dados fiscais dos envolvidos foram expostos na televisão de forma CRIMINOSA.

Se os dados mostravam alguma ilegalidade fiscal, o lugar para se mostrar isso não é o Jornal Nacional ou a Folha de São Paulo. Ou será que se houvesse a descoberta de um grande crime fiscal cometido pela filha do Sr. Burns, estas mídias publicariam da mesma forma que publicaram o de José Dirceu ou adotariam outro comportamento?

Os famosos “dossiês” de Antônio Carlos Magalhães eram isso, crimes de violação de sigilos, mas que eram ignorados pelo “crime” que o lesado cometia.

O que quero dizer com isso é que a lei tem de ser igual a todos. Verônica Serra não é melhor que José Dirceu, nem pior.

Só quando houver um país que se respeita a todos, é que acreditarei que a violação do sigilo de Verônica Serra é um crime tão grave que a mídia diz que é.

Até lá, não acho o crime tão grave.

Um beijo do tosco.